quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Autobiografia

     Acho que falar de mim deve ser um pouco complicado quando sou uma pessoa que muda de ideia a cada cinco minutos - ou seja,esse post será modificado milhares de vezes antes de você ler - mas tentar não mata ninguém certo? Então vamos lá!




                 Bem, março de 1993, minha mãe descobriu que estava grávida, com expectativas -futuramente falhas, como podem ver - de ter seu primeiro filho homem. Em dezembro daquele ano, no dia 21 de dezembro, em um belo dia do sol de dezembro, ás duas da tarde, Vera – minha mãe – estava em sua ultima consulta de pré natal, onde o médico simplesmente perguntou “Mãe, o líquido já tá no ponto, você realmente vai querer esperar até o dia 6 de janeiro – dia marcado para o nascimento – ou prefere fazer a cesariana ?”, então as três horas o senhor Adalto – meu pai - recebeu um aviso simples de uma das enfermeiras : correr em casa para buscar a mala do bebê,porque ele nasceria em menos de duas horas. E assim, as cinco e quarenta daquela mesma tarde nasceu Thaís, uma garotinha morena com 3kgs e dois dias depois meu pai estava apanhando de uma mulher inchada e cheia de pontos, por ter trocado o nome da sua filha na hora de preencher a certidão de nascimento pelo nome que ela mais odiava: Bruna.
                Naquela época meus pais estavam finalizando a construção da nossa casa nova, então meu pai as noites trabalhava como ajudante de cozinha da Mercedes Benz e aos dias de ajudante de pedreiro, pois seus planos se constituíam de se mudar até o ano novo e começar a vida da sua segunda filha – a primeira chamada Ane,com seis anos e nada feliz com a chegada da nova “intrusa” – em sua nova casa.  Com o aviso de ultima hora, meu pai não teve escolha a não ser chamar todos da rua para ajudar na mudança. Na época morávamos em um subúrbio – tempos onde as pessoas ainda confiavam em todas as pessoas da rua – então praticamente todas as pessoas da rua, e da rua de cima, e da rua de baixo vieram ajudar na mudança, levando gavetas com roupas em meio à corrida no meio da rua. Morei naquela casa durante sete anos, minha família morava por perto então fui uma criança solitária.
                Em setembro de 2001 mudei para São Bernardo do Campo – contra minha vontade – e para minha sorte, minha rua tinha crianças. Fiz novas amizades logo no primeiro dia, passei a brincar na rua até altas horas – nove horas – e meses depois já tinha meus melhores amigos.
Bem,  meu período escolar foi monótono, na quinta série entre na escola Clarice de Magalhães Castro e saí de lá no segundo ano do ensino médio. Fiz amizades lá, inimigos também, mas nada que o tempo façam todos simplesmente virarem conhecidos de “oi” na rua.  
Na oitava série tive minha primeira crise de bulimia e junto com ela minha primeira decepção – falhei na duas tentativas de entrar em escolas de alto conceito da cidade: Termo mecânica e ETE – passei meses relacionei os dois fatos durante meses, mas depois da descoberta de minhas colegas e vários sermões e ameaças de contarem aos pais,acabei aceitando a realidade e voltando a minha vida normal. No mesmo ano conheci umas das minhas paixões: a música. Comecei a aprender violão, e após um ano e meio comecei a tocar no grupo de louvor da igreja, onde toco até hoje. Cheguei a pensar em seguir carreira, melhorar minhas habilidades, mas no mesmo momento tomei um banho de água fria, quando me jogaram a realidade de que isso não pagaria minhas contas.
No final de 2009, recebi a notícia da escola em que teria de mudar de escola, pois não havia vaga para mim de manhã e não havia como eu estudar a noite, então me transferiram para o famoso “cadeião” da cidade: E.E Senador Robert Kennedy. Eu já conhecia a fama da escola, e saber que iria ficar longe dos meus colegas desencadeou outra crise de bulimia com depressão ,mas dessa vez, após ver que nenhum dos meus transtornos mudariam meu futuro e meus colegas não estavam se importando tanto quanto eu para minha mudança, essa crise novamente passou.
Desde então tenho estado no Kennedy, onde mudei totalmente meu conceito sobre a escola, pois quando comecei a conviver com as pessoas lá dentro, vi que os boatos de fora eram mentiras. Além disso, aprendi a lidar com fatos que não via na escola anterior: a diferença de gostos sexuais e de estilos. Foi uma boa experiência para mim, pois não era algo que eu realmente presenciei na minha outra escola.
Não sei bem o que realmente no que quero seguir carreira.Sou apaixonadas por línguas estrangeiras, do inglês ao coreano. Nos últimos meses me ganhei uma paixão pelo coreano, após ver uma postagem em um blog sobre um seriado. Após aquilo, tenho ganhado um novo vício pelos seriados, e a ambição pelo aprendizado da linguagem. Planejo aprender o máximo que conseguir em minha vida. Até hoje, já me imaginei como todas as profissões possíveis, mas nada realmente me chama a atenção.  Queria poder passar um ano viajando pelo exterior, para voltar com uma ideia do mundo “lá fora”, mas vivo em uma realidade onde tenho uma porcentagem muito pequena de realizar esse sonho. Muitos professores se indignam ao ouvir quando o aluno diz que não sabe o que quer fazer de faculdade no ano seguinte. Eu não concordo, pelo fato de ser um deles, e por saber que meu sonho as vezes não pode ser uma realidade “atingível”.
Agora estou no segundo semestre do terceiro ano do ensino médio, matriculada para a FUVEST no curso de relações internacionais, e secretariado executivo trilingue da FMU ( e futuramente da metodista).  Realmente não sei o que o futuro guarda para mim. Sei que Deus tem grandes planos para minha vida, só a única coisa é que ele mantém esses planos a sete chaves e não quer me deixar nem dar uma espiada.
Bom, acho que termino por aqui, ou bem, ponho somente uma vírgula, pois sei que apesar de saber que tive boas histórias para contar até aqui, elas são somente o começo de milhões.

Um comentário:

  1. Bruna ,voce vai longe,mas gostaria de lhe falar algo que aprendi;O tempo passa rápido demais e se pararmos apenas um segundo para descansar ele vai embora e ficamos no prejuizo.Procure ler muito e todo o tipo de literatura,escreva também ,e todos os dias :para seus colegas,amigos de outros países etc... isso ajuda muito.Siga seus sonhos e nunca se esqueça: Deus apenas nos mostra a direção ,ele nunca toma nenhuma por nós,mesmo que seja algo ruim.Ah obrigado por me informar sobre o nome de nossa escola ( cadeião ).Valeu ,agora capriche no seu jornal.

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